Deserto do Albardão

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Sou natural de Rio Grande, o terceiro município mais ao sul do Brasil. Lá existe a maior praia do mundo em extensão, são 220 quilômetros dos molhes da barra do Rio Grande até a barra do Chui. Já ouvi boatos que efetivamente ela não é a maior praia mas isso é outro assunto.

A praia é de mar aberto, sem baia, rochas ou qualquer outra divisão que corte a praia e impeça a sua travessia de ponta a ponta.

Com todas essas condições nunca havia ido mais longe do que o famoso navio Altair encalhado à beira mar desde 1976. Se eu olhasse num mapa veria somente areia além desse ponto.

Navio Altair corroído pela ferrugem

Navio Altair corroído pela ferrugem

Durante o carnaval de 2016 a Awakening Tours me preparou algo melhor. Realizou uma excursão saindo de Porto Alegre, indo até o Farol do Albardão, acampando no meio das Figueiras centenárias e obviamente voltando com segurança. Eu me perguntei:

-Como assim Figueiras centenárias?!

Tive que ir! Após a viagem até a praia do Cassino, fomos recebidos pela Dunes Turismo Off Road que foi nosso guia e transporte pelas areias da praia.

Galera pronta para partir

Galera pronta para partir

O trajeto foi realizado de jipe por cerca de 4 horas com 4 paradas. A primeira foi no já citado navio Altair (15 km ao Sul do Cassino). Fazia 9 anos que eu não ia até lá e (naturalmente) a areia e a ferrugem consumiram o navio cada vez mais.

9 anos depois o Altair está verde de limo

9 anos depois o Altair está verde de limo

A segunda parada foi no Farol Sarita (55 km ao Sul do Cassino), construído em 1909 com seus 26 metros de altura possui um alcance de 15 milhas (24 quilômetros). É engraçado ver um farol no meio das dunas. Uma grande construção de cimento no meio do nada.

Farol Sarita

Farol Sarita

Seguindo a viagem encontramos o Farol Verga (128 km ao Sul). Este um pouco menor com apenas 11 metros de altura e foi construído em 1964. Fisicamente ele é bastante diferente de outros faróis que já vi, me lembrando bastante uma boia de de sinalização. Mas a sua base possui um abrigo que salvou muita gente.

Farol Verga

Mas o destino final daquela tarde era outro! Alguns quilômetros após o farol do Albardão (vou comentar em seguida) abandonamos o jipe, colocamos a mochila nas costas e nos dirigimos as Figueiras centenárias. Durante a caminhada de 6 quilômetros pela areia a garoa fina que caia no início aumentava e diminuía de intensidade. Esta caminhada foi um grande momento reflexivo, 8 pessoas caminhando num deserto com chuva, carregando o seu material de sobrevivência para uma noite. Pra mim era interessante saber que as marcas das nossas pegadas iriam sumir algumas horas depois como se nunca tivéssemos passados por ali.

Pegadas na areia

Pegadas na areia

Ao avistar as Figueiras a prova viva que a natureza é forte e resiliente, 2 árvores gigantes longe de qualquer água potável. Como nenhum raio as destroçou é uma pergunta que ainda não tenho resposta.

Avistamos as 3 Figueiras

Avistamos as 3 Figueiras

Ao chegar embaixo da copa, as nuvens de chuva resolveram mandar tudo que tinham de água acumulada, nos forçando a montar acampamento rapidamente e entrar barraca a dentro sem muita conversa. Durante a madrugada, mais uma vingança do clima, um temporal nos atingiu, vento e chuva forte. A experiência realmente estava sendo única na minha vida. Minha barraca não é das melhores mas aguentou bem a chuva, o único inconveniente era a água que acumulava no piso (dias depois descobri que existem dois  furos).

Após a tormenta vem a calmaria, lá pelas 6:00 da manhã os vento tinha empurrada as nuvens embora e podemos ver o nascer do sol. Como disse o nosso guia a vista é única já que as dunas e água acumulada serão alteradas pelo vento.

Nascer do sol junto a Figueira salvadora

Nascer do sol junto a Figueira salvadora

Pela manhã tivemos tempo de conhecer a lagoa Mangueira(a única que eu ainda não conhecia) antes de levantar acampamento e começar a caminhada de 5 quilômetros de volta. Foi um caminho menor, porem com maior variação de altitude por causa das dunas “gigantes”. Em um momento eu realmente me senti no meio de uma tempestade de areia, mas deve ter sido 1/3 do que uma realmente é.

Duna "e;gigante"e;

Duna “gigante”

Após a caminhada e uma boa refeição, embarcamos novamente no jipe e começamos a viagem de volta à civilização. Na volta fizemos 2 paradas.

A primeira, no mais famoso dos faróis do sul do Brasil, o Farol do Albardão (157 km ao Sul do Cassino). Construído em 1909 e reformado em 1948, possui 44 metros e com alcance de 18 milhas (28 quilômetros). Lá existe uma base da marinha e um albergue para visitantes durante a noite.

Farol do Albardão

Farol do Albardão

A segunda parada foi junto a uma floresta de reflorestamento, onde pude ver a extração de látex, próximo ao Farol Verga.

Extração de borracha

Extração de borracha

Durante a viagem encontramos no meio da praia o jornalista Sergio Rondelli, que está com o projeto de percorrer caminhando do Chui ao Oiapoque em 1 ano, escrevendo sobre o litoral brasileiro.

No final do feriado de carnaval eu acumulei algumas horas de caminhada, uma noite de acampamento durante um temporal e muitas memórias melhores (pra mim) do que um desfile alegórico.

Eu na foto por Ana Melgar

Eu na foto por Ana Melgar

 

Mais fotos no meu álbum da 361 graus: 2016-02-09, Deserto do Albardão.

Conheça também o trabalho da Awakening Tours e da Dunes Turismo Off Road que são mega capacitadas para esta (e outras aventuras).

Isla de San Andrés

Como eu disse  no post sobre Cartagena das Indias, eu simplesmente peguei o próximo voo para esta ilha no meio do Mar do Caribe, na altura da Nicaráguascreenshot-www.google.com.br 2015-12-01 23-18-02

Dia 1 (segunda)

A chega a noite na ilha já tive a primeira surpresa: os táxis não tem cor padronizada ou identificação, simplesmente é um carro que é um táxi. Assim como em Cartagena não existe taxímetro então combine o valor antes da corrida.

Após fazer o check-in no hostel sai a procura de algo para comer às 23:30. Porem não encontro nada aberto, a vida em em San Andrés é num ritmo muito diferente de Cartagena. Felizmente o bar do hostel era barato.

Dia 2 (terça)

Após um breve passeio pela praia logo pela manhã descubro que existem passeios de barco até Johnny Cay (os nativos pronunciam Key, e algum tempo depois descubro que significa Cayo ou Ilhota). O passeio (da e volta dura cerca de 10 minutos em cada direção e custa COP 10.000 mais COP 5.000 para entrar na ilha. Mas prepare-se para uma farofada.

A ilha é pequena, cerca de 1 km de extensão. Em um canto temos uma praia, nos demais somente pedras e piscinas naturais. No interior existem diversos bares e restaurante. É um passeio para o dia todo pois a volta é somente as 13:30 ou 15:30, logo você vai passe algum tempo na lá. Todas as bebidas são servidas no coco: piña colada, água de coco, coco fresa (morango) e o famoso coco loco que é basicamente álcool puro com leite condensado.

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A noite o passeio foi na Noche Blanca, um jantar num barco em movimento. Lá é apresentado algumas danças típicas caribenhas mas no final vira festa mesmo com open bar. Não foi o máximo, mas me diverti  bastante e comi o suficiente😀

Dia 3 (quarta)

Um dos passeios mais bacanas que fiz foi alugar um carrinho de golf, é muito utilizado na ilha (até a policia local utiliza uns turbinados) existem versões para 4 e 6 pessoas custando por dia COP 80.000 e 115.000 respectivamente. Dá para aluga-lo pela manhã e só devolver no final da tarde. Com ele é possível dar a volta nos 26 km² da ilha com muita calma e parando para apreciar as belas praias. IMG_1985
Uma top é a de San Luiz, com um mar muito azul, piscinas naturais. Seguindo, no ponto mais ao sul da ilha temos o Hoyo Soplador, um geyser natural que expele água do oceano pressionada contra cavernas subterrâneas.

Já do lado oeste da ilha tem um lugar chamado West View, é um parque que custa COP 4.000 para entrar e aproveitar o grande banheirão natural com água sem ondas, cristalina e morna. Tem trampolim e tobogã para entrar, mas a melhor parte é o snorkeling entre peixes por horas. Alem disso tem mergulhos junto a estátua de Netuno (ou será Poseidon?!) e outras atividade aquáticas.

Dia 4 (quinta)

A manhã começou em ritmo acelerado, achar um lugar para fazer mergulho antes do almoço. Em uma única rua existe 5 escolas e saídas de mergulho, fechei dois mergulhos por COP 180.000 (US$ 66,00). As submersões ocorrem em:

  • La Montañita: um incrível coral com profundidade de 20 metros onde pude ver uma lagosta  gigante;
  • La Pirâmide: um pouco raso, 15 metros, mas tem um colina que parece uma piramide. Lá eu vi 3 raias (ou a mesma 3 vezes)IMG_2006

A tarde aproveitei a chuva forte que começava e parava e aluguei uma moto (COP 40.000 por 3 horas) e voltei até San Luiz e aproveitei para fazer mais um snorkeling e aproveitar a água.

IMG_2076Para finalizar a noite fiquei algumas horas sentado a beira mar, escutando as ondas batendo. A orla é muito bonita a noite e segura, pode-se comer em boas restaurantes e depois curtir a escuradão sem problemas.

 

 

Dia 5 (sexta)

IMG_2140Últimas horas, pois meu voo era no início da tarde, aproveitei a praia central. Já comentei antes, mas me senti muito seguro na ilha deixei minha mochila por 1 hora na areia sem ficar preocupado com ela.

Uma coisa bacana sobre San Andrés  é uma duty free zone, ou seja, toda a cidade é um grande shopping sem imposto, é quase como ir para o Paraguai. Então aproveite para comprar algumas coisas como:

  • perfumes
  • bebidas
  • guloseimas
  • malas e mochilas

Resultado da viagem

Isla de San Andrés é linda, passaria lá uma semana inteira, só aproveitando a praia e fazendo mergulhos. Mas se tiver por lá aproveite para ir a Providencia, outra ilha ainda mais perto do paraíso.

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Se quiser ver minhas fotos, pode acessa-las no Facebook ou Flickr. Também gravei alguns vídeos do projeto Good Vibes.

Cartagena das Indias

Era uma vez, uma segunda-feira pela manhã e eu descubro que além daquela semana, teria a semana seguinte de folga, mando uma mensagem para a Bruna da IE – Padre Chagas pedindo pra ela cotar passagem para Santiago no Chile mas tinha que ser voando naquela sexta e retornando no sábado seguinte, 9 dias corridos. Comentei que o Chile era uma possibilidade e que tinha liberdade para pensar em outros destinos aqui em volta do Brasil.

Na terça de manhã ela me apresenta orçamentos:

  • Santiago (Chile)
  • Havana (Cuba)
  • Cusco (Peru)
  • Cartagena (Colômbia)
  • Cancún (México)

IMG_1568Descartei México (por causa do preço), Cuba (por causa do comunismo, ou não) e Cusco (por falta de tempo pra preparar a viagem). Santiago era a minha primeira opção, mas pensei por 3 minutos e cheguei a seguinte conclusão: Santiago é mais fácil de ir, Cartagena eu nem sabia que existia e parece ser legal (vi algumas fotos rapidamente).

Resumindo, antes do meio dia eu já tinha passagem de ida e volta para um lugar que eu não havia ouvido falar.

Cartagena de Las Índias

Fica ao norte da Colômbia,  no início do Mar do Caribe, cerca de 1:30 de voo da capital Bogotá. A minha rota ia ser longa: de Porto Alegre até Lima depois Bogotá e finalmente Cartagena. Foram umas 12 horas de deslocamento.

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Chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa.

Dia 1 (sexta)

Ao desembarcar em Cartagena por volta das 20:00 horário local (toda a Colômbia fica no fuso de -5:00)  eu já consegui sentir o calor e o mormaço da cidade, aquele bafo quente. O meu hotel era no bairro Ciudad Amurallada, o centro histórico da cidade. O táxi custo COP 10.000 (US$ 3,50) (gorjeta é opcional e algo entre 10% e  20%).IMG_1220

Na minha primeira volta procurando algo pra comer já me deparei com as belezas da cidade: colorida, iluminada, cheio de gente na rua, lojinhas de artesanato local, restaurantes de todas as especialidades, bares, cafés. sorveterias e vendedores ambulantes (isso não é tão legal, mas está cheio).

A noite de sexta é bastante movimentada, só perde para de sábado. Pude jantar tranquilamente e ainda dar uma pernada pelo bairro. Do nada, voltei ao ponto de partida o que achei meio estranho, já que não parecida ter ando em círculo.

Dia 2 (sábado)

Pela manhã acordei as 07:00 (no Brasil seriam 10:00), sai para tomar café da manhã e tinha poucos cafés abertos. A cidade funciona em uns horários meio estranho, o comércio abre as 10:00 (mercados e lojas) antes disso quase não existe vida nas ruas, tudo ferve pelas 20:00 e as 00:00 só as casas noturnas estão abertas.
NIMG_1294o final da manhã fui fazer um free walking pelas ruas nostálgicas. No site Free Tour Cartagena dá para ver toda a programação deles. O meu guia em espanhol (também tem guias em inglês) foi o Willian, ele contou todos os pontos importantes da história da cidade, desde a sua fundação em 1533 até os dados demográficos atuais. Simpático e atencioso, mesmo não entendendo muito de espanhol consegui entende-lo perfeitamente. O passeio dura cerca de 2 horas e se prepare com bastante água pois caminhamos bastante. Esses caras não ganham nada, de uma boa propina.

Sabe aquele mormaço que comentei?? Pois é, a temperatura média é de 35°C e umidade em 90% e estava pior por causa do El Niño. Outro fato importante é que a época das chuvas é entre agosto e novembro.

A tarde fui até o Castelo de San Felipe de Barajas, camainho do centro são cerca de 15 minutos. A entrada custou COP 17.000 (US$ 6,00) dá para contratar um guia ou pegar aqueles rádios com o áudio gravado (se não me engano custava COP 20.000). O Castelo é uma grande fortaleza militar o passei dura no máximo 2 horas. Eu fiquei ouvido algumas explicações de um guia em inglês então soube um pouco da história.IMG_1452-Pano

Um dos points do bairro é o Café de Mar, ele abre as 17:00 e fica bem de frente para onde o sol se põe. É top!!!! Rola música boa, mas ali é só o esquenta, e se prepare o lugar custa caro (não exorbitante mas você está pagando pela vista).

A noite é excelente para caminhar, se quiser um passeio mais romântico existe a possibilidade de ir de charrete. Nela cabem até 6 pessoas e o condutor vai contando sobre os prédios durante o percurso. Era um passeio muito romântico para um só pessoa (forever alone), tem passeio de 20 minutos (o valor era COP 40.000) e 40 minutos.

Outro ponto da noite é o Club Colombia bem no portão das cidades. Lá em uma bar/boate, mas fica uma muvuca na rua, com as pessoas bebendo e se divertindo. A festa rola até altas horas, assim como a fila pra entrar. As pessoas da fila estavam arrumadas até de mais, algumas vezes pensei que era até um casamento.

Dia 3 (domingo)

IMG_1533Pela minha pesquisa inicial da cidade tinha bastante coisas para fazer entre elas ir a Islas del Rosario, um arquipélago a alguns minutos de barco. O valor dos passeios varia bastante de acordo com a ilha, de COP 115.000 (US$ 37) o mais barato até COP 160.000 (US$ 52,00), o passeio incluía transporte até a ilha pela parte da manhã, mais almoço e buffet de frutas e, obviamente, o retorno no meio da tarde. Existem várias operadoras na cidade que fazem o passeio e não tem muita variação nos preços entre elas. No último dia descobri que dá para ir até as ilhas com um barco menos turístico, contrato diretamente no pier.

Outro passeio que tinha anotado era ir até Isla de Tierra Bomba onde dava pra fazer trekking mas não descobri como chegar nem valores. Li sobre algumas pessoas falando sobre o Volcan de Lodo El Totumo, lá é possível tomar banho de lama, mas isso não me chamou nem um pouco a atenção.

Sabe aquela sensação de “já vi tudo”? Pois é, ao acordar no domingo eu já estava com essa sensação. No free walking de sábado conheci uma carioca “suuuuuper gente boa” (palavras dela) que estava indo para Isla de San Andrés. Pesquise um pouco e me encantei com o lugar, la é quase um paraíso tropical no meio do Caribe. Naquele dia mesmo comprei passagem para o dia seguinte (post sobre Isla de San Andrés).

IMG_20151115_103353No restante da manhã fui explorar a cidade de outro ponto de vista, aluguei uma bicicleta. Existem vários pontos pela cidade, dá para alugar: bicicleta simples, bicicleta para duas pessoas, roller, scooter e quase qualquer coisa sobre 2 rodas. Os valores variam bastante, tem que pechinchar. Fiz um belo passeio pelas ruazinhas estreitas e sem carros (o transito é pouco e várias ruas ficam fechadas). Já estava com saudades de pedalar.

Durante a tarde dei outra caminhada e sentei para relaxar em alguns cafés e sorveterias. Mas para fechar a noite, voltei ao Cafe Del Mar. Não teve um belo pôr-do-sol, mas a vibe estava ótima.

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Dia 4 (segunda)

IMG_1865Para aproveitar o tempo, meu voo pra San Andrés era no final da tarde, aluguei outra bike e fui até Bocagrande, um bairro onde tem uma grande faixa de areia, praia e muitos hotéis. Infelizmente não pude aproveitar muito, repentinamente caiu um temporal tropical. Após mais de 1 hora chovendo sem parar decidi enfrentar a inundação e voltar para o hotel. Tanto Bocagrande quando o Centro estavam em baixo dágua, muita lojas fechadas por causa que a água tomou conta.

Como a chuva acalmou, pode dar uma última volta pela cidade. Ela é linda, nostálgica, romântica, agradável e vale muito a pena ser conhecida. Mas ela não tem tantos atrativos para mais de 2 noites.

Dia 8 (sexta)

De volta a cidade em plena noite sexta (o mesmo dia da chegada), fui direto nos lugares interessantes. Utilizei o tempo para tirar algumas fotos noturnas e relaxar.

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Dia 9 (sábado)

Dia de compras antes de ir embora. Todas as lojas são meio turísticas, mas alguns itens precisam ser compras:

  • Chapéu de palha: ir a Cartagena e não comprar um chapéu e como se não tivesse ido. Os ambulantes chegam a colocar um na sua cabeça;
  • Souvenir: as mesmas lembranças estão espalhadas por toda a cidade, tem de tupo que coisa e todos os preços pechinche bastante;
  • Café: a Colômbia produz um dos melhores café do mundo, tem uma rede de cafeterias chamada “Juan Valdez”, o pó pode ser comprado até em supermercados;
  • Charutos: mesmo nunca tendo fumado me pareceu uma boa ideia comprar alguns para experimentar;
  • Run: uma bebida típica da cidade, tem varias opções para todos os bolsos.

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Resultado da viagem

Como já comentei a cidade é de mais, charmosa e antiga. Mas a menos que você fique indo e vindo das Islas del Rosario (somente 1 ou 2 tem pousadas) a cidade tem atrativos para 2 noites. Eu passei 3 noites e diversas vezes estive nos mesmos lugares.

Se quiser ver minhas fotos, pode acessa-las no Facebook ou Flickr. Também gravei alguns vídeos do projeto Good Vibes.

Fisgado

Nir Eyal criou um modelo chamado Hooked que explica como melhor o engajamento de usuários.

Para tanto basta seguir as 4 etapas:

  • Gatilhos
  • Ações
  • Recompensas
  • Investimento

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Gatilhos

  1. Os Designers informam o que deve ser feito a seguir através de gatilhos externos
  2. Os Usuários informa o que deve ser feito a seguir através de gatilhos internos
  3. Emoções fornecem gatilhos internos.

Ações

Comportamento = Motivação * Habilidade * Gatilho

B = M * A * T

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As pessoas são motivadas a:

  • Procurar: Prazer, Esperança (desejo), Aceitação
  • Evitar: Dor, Medo, Rejeição

Resumo

  1. A ação é o comportamento mais simples que o usuário pode fazer antes de receber a recompensa.
  2. To aumentar o comportamento
    • Garanta que o gatilho certo está presente
    • Aumente a habilidade para o gatilho ser mais fácil
    • Alinhe com o motivador correto

Recompensa

3 tipos de recompensa

  • Sociais
    • Cooperação
    • Competição
    • Reconhecimento
    • Aceitação
    • Sexuais
    • Alegria
  • “Lucro”
    • Comida
    • Dinheiro
    • Informação
  • Pessoais
    • ser foda
    • Consistência
    • Competência
    • ser Completo

Em Resumo

  1. Mantenha o sentido de autonomia
  2. Encontre a variabilidade infinita
  3. Diminua a “dor” do usuário

Investimento

Quando o usuário gasta se tempo, dinheiro, colocando algo de valor no serviço.

  • Conteúdo
  • Dados
  • Seguidores
  • Reputação

Em resumo

  1. Pequena quantidade de trabalho aumenta o chance do usuário retornar

Resumo

Performance e Escalabilidade de Aplicações ASP.NET e Azure

No TDC 2015 em São Paulo, assisti essa palestra bem interessante.

No Brasil o cenário e as necessidades de performance em aplicações Web crescem o tempo todo… nossas aplicações são consumidas cada vez mais por dispositivos móveis com conexão e recurso limitados e os usuários exigem performance! além disso, escalar a infraestrutura é essencial para suportar o crescimento dos negócios. Nesta palestra demostrarei como trabalhar com ASP.NET e Azure para criar soluções de grande performance e escala.

A palestra foi dada por Alexandre Tarifa, do Grupo Minha Vida. Fazem parte do grupo Minha Vida, o Dieta e Saúde, maior programa de emagrecimento online do Brasil, o Minha Vida, maior portal de saúde e bem-estar do Brasil, o TecnoNutri, ferramenta de alimentação saudável, e o Consulte.me, serviço de busca de profissionais de saúde.

A palestra começou legal sobre um ponto bem importante. Devido ao grande número de pessoas com dispositivos Android, hoje todo desenvolvedor web é um desenvolvedor Android. Legal!!!

Mas o tema da palestra foi sobre cache. Como e onde usar cache ao invés de consultas diretamente no banco de dados. O Grupo Minha Vida utiliza cache massivamente. Todos os acessos utilizam 2 níveis de cache um na API com dados em memória e outra com um cache no Azure compartilhado em todas as APIs. Com isso o acesso a disco diminui drasticamente.

O mesmo processo é utilizado por grandes portais, como o Facebook. A infraestrutura de dados persistidos não aguente a carga, ele funciona com cache.

Localizando uma Agulha: usando MongoDB para dados Geolocalizados

A recomendação de conteúdo para usuários é um dos pontos principais no Superplayer. Desde o inicio do ano criamos uma estrutura de geolocalização utilizando MongoDB para selecionar Playlists e propagandas para os usuários. No meio do caminho algumas coisas não funcionaram muito bem, mas apreendemos muito desde então e nesta palestra vou compartilhar os principais pontos.

Trechos de código: https://github.com/calielc/TDC2015-Geolocation

Dividindo para Conquistar: microserviços com o jeitinho .NET

A utilização de microserviços cresceu muito em 2014. Eles ajudam a separar responsabilidades e manter o foco em grandes equipes. Nessa palestra será mostrado um exemplo prático de como utilizamos microserviços no Superplayer. Desde o projeto inicial, passando pelo seu desenvolvimento utilizando NancyFX, até a sua utilização e melhorias em produção. Quais vantagens e desvantagens na sua utilização e o futuro que vemos para este modelo.

Trechos dos arquivos fontes: https://github.com/calielc/TDC2015-Microservices.net