O que domínio, reino, filo, classe e ordem tem em semelhante com TI?

Eu diria tudo! Dessa classificação surgiu o que se chama Taxonomia, que é uma prática de Gestão do Conhecimento. Tecnologia para informação é uma inúmeras formas de se fazer Gestão do Conhecimento.

Segue uma pequena conceituação sobre Taxonomia e sua co-irmão Folksonomia.

O principal exemplo de Taxonomia é a Classificação dos Seres Vivos de 1735, de Karl von Linné, que organizou os seres vivos de forma hierárquica de acordo com características em comum. Segundo Terra, et al. (1998), taxonomia “é um sistema para classificar e facilitar o acesso à informação”. No ambiente corporativo é utilizada para organizar informações não estruturadas.

Para Benedetti (2008), o uso permite que as pessoas utilizem os mesmos termos para um fato ou situação, diminuindo ambiguidades nas informações da organização. Timon, et al. (2009) complementa afirmando que uma classificação hierárquica favorece o agrupamento e categorização do conhecimento explícito da organização. Outra vantagem, segundo Vogel (2009), é a rapidez para localização das informações desejadas.

Para a construção de uma Taxonomia, deve existir colaboração entre especialistas e arquitetos da informação, respeitando os seguintes critérios (TERRA, et al., 1998):

  • Comunicabilidade: os termos devem estar claros e no contexto dos usuários.
  • Utilidade: possuir somente os termos necessários.
  • Estimulação: apresentar termos que induzem o usuário a continuar utilizando o sistema.
  • Compatibilidade: ela deve conter somente termos do contexto dos usuários.

Um exemplo de taxonomia é a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), apresentada de forma reduzida na Figura 1.

O termo Folksonomia foi criado por Thomas Vander Wal em 2004, com a junção da palavra folk (pessoas em inglês) e da palavra taxonomia. Nesta forma de organização cada usuário organiza o conhecimento da sua maneira, não sendo necessário um especialista e um vocabulário controlado. Para Kato e Gledson (2009), a Folksonomia apresenta algumas vantagens, entre elas:

  • Flexibilidade: um vocabulário rígido não consegue ser ágil para lidar com bases de informação que crescem muito rápido.
  • Identificação de padrões: em conjunto com a mineração de dados, permite que os padrões de organização da informação possam ser compartilhados entre os usuários.
  • Colaboração: existe um “filtro social colaborativo”, se muitas pessoas classificam a informação com o mesmo termo, a informação pode ser encontrada mais facilmente.

Ainda para Kato e Gledson (2009), a Folksonomia apresenta alguns pontos negativos, todos em virtude da falta de vocabulário estruturado, entre eles estão: uso de termos em singular e plural, utilização de sinônimos, erros de grafia e utilização de palavras com significados diferentes de acordo com o contexto. Por causa do dinamismo dos termos, as buscas são contextualizadas e personalizadas, princípios da Web 3.0 (ALVES, 2007).

As referência e mais informações podem ser vistas no material completo no Slideshare.

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