Isla de San Andrés

Como eu disse  no post sobre Cartagena das Indias, eu simplesmente peguei o próximo voo para esta ilha no meio do Mar do Caribe, na altura da Nicaráguascreenshot-www.google.com.br 2015-12-01 23-18-02

Dia 1 (segunda)

A chega a noite na ilha já tive a primeira surpresa: os táxis não tem cor padronizada ou identificação, simplesmente é um carro que é um táxi. Assim como em Cartagena não existe taxímetro então combine o valor antes da corrida.

Após fazer o check-in no hostel sai a procura de algo para comer às 23:30. Porem não encontro nada aberto, a vida em em San Andrés é num ritmo muito diferente de Cartagena. Felizmente o bar do hostel era barato.

Dia 2 (terça)

Após um breve passeio pela praia logo pela manhã descubro que existem passeios de barco até Johnny Cay (os nativos pronunciam Key, e algum tempo depois descubro que significa Cayo ou Ilhota). O passeio (da e volta dura cerca de 10 minutos em cada direção e custa COP 10.000 mais COP 5.000 para entrar na ilha. Mas prepare-se para uma farofada.

A ilha é pequena, cerca de 1 km de extensão. Em um canto temos uma praia, nos demais somente pedras e piscinas naturais. No interior existem diversos bares e restaurante. É um passeio para o dia todo pois a volta é somente as 13:30 ou 15:30, logo você vai passe algum tempo na lá. Todas as bebidas são servidas no coco: piña colada, água de coco, coco fresa (morango) e o famoso coco loco que é basicamente álcool puro com leite condensado.

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A noite o passeio foi na Noche Blanca, um jantar num barco em movimento. Lá é apresentado algumas danças típicas caribenhas mas no final vira festa mesmo com open bar. Não foi o máximo, mas me diverti  bastante e comi o suficiente 😀

Dia 3 (quarta)

Um dos passeios mais bacanas que fiz foi alugar um carrinho de golf, é muito utilizado na ilha (até a policia local utiliza uns turbinados) existem versões para 4 e 6 pessoas custando por dia COP 80.000 e 115.000 respectivamente. Dá para aluga-lo pela manhã e só devolver no final da tarde. Com ele é possível dar a volta nos 26 km² da ilha com muita calma e parando para apreciar as belas praias. IMG_1985
Uma top é a de San Luiz, com um mar muito azul, piscinas naturais. Seguindo, no ponto mais ao sul da ilha temos o Hoyo Soplador, um geyser natural que expele água do oceano pressionada contra cavernas subterrâneas.

Já do lado oeste da ilha tem um lugar chamado West View, é um parque que custa COP 4.000 para entrar e aproveitar o grande banheirão natural com água sem ondas, cristalina e morna. Tem trampolim e tobogã para entrar, mas a melhor parte é o snorkeling entre peixes por horas. Alem disso tem mergulhos junto a estátua de Netuno (ou será Poseidon?!) e outras atividade aquáticas.

Dia 4 (quinta)

A manhã começou em ritmo acelerado, achar um lugar para fazer mergulho antes do almoço. Em uma única rua existe 5 escolas e saídas de mergulho, fechei dois mergulhos por COP 180.000 (US$ 66,00). As submersões ocorrem em:

  • La Montañita: um incrível coral com profundidade de 20 metros onde pude ver uma lagosta  gigante;
  • La Pirâmide: um pouco raso, 15 metros, mas tem um colina que parece uma piramide. Lá eu vi 3 raias (ou a mesma 3 vezes)IMG_2006

A tarde aproveitei a chuva forte que começava e parava e aluguei uma moto (COP 40.000 por 3 horas) e voltei até San Luiz e aproveitei para fazer mais um snorkeling e aproveitar a água.

IMG_2076Para finalizar a noite fiquei algumas horas sentado a beira mar, escutando as ondas batendo. A orla é muito bonita a noite e segura, pode-se comer em boas restaurantes e depois curtir a escuradão sem problemas.

 

 

Dia 5 (sexta)

IMG_2140Últimas horas, pois meu voo era no início da tarde, aproveitei a praia central. Já comentei antes, mas me senti muito seguro na ilha deixei minha mochila por 1 hora na areia sem ficar preocupado com ela.

Uma coisa bacana sobre San Andrés  é uma duty free zone, ou seja, toda a cidade é um grande shopping sem imposto, é quase como ir para o Paraguai. Então aproveite para comprar algumas coisas como:

  • perfumes
  • bebidas
  • guloseimas
  • malas e mochilas

Resultado da viagem

Isla de San Andrés é linda, passaria lá uma semana inteira, só aproveitando a praia e fazendo mergulhos. Mas se tiver por lá aproveite para ir a Providencia, outra ilha ainda mais perto do paraíso.

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Se quiser ver minhas fotos, pode acessa-las no Facebook ou Flickr. Também gravei alguns vídeos do projeto Good Vibes.

Cartagena das Indias

Era uma vez, uma segunda-feira pela manhã e eu descubro que além daquela semana, teria a semana seguinte de folga, mando uma mensagem para a Bruna da IE – Padre Chagas pedindo pra ela cotar passagem para Santiago no Chile mas tinha que ser voando naquela sexta e retornando no sábado seguinte, 9 dias corridos. Comentei que o Chile era uma possibilidade e que tinha liberdade para pensar em outros destinos aqui em volta do Brasil.

Na terça de manhã ela me apresenta orçamentos:

  • Santiago (Chile)
  • Havana (Cuba)
  • Cusco (Peru)
  • Cartagena (Colômbia)
  • Cancún (México)

IMG_1568Descartei México (por causa do preço), Cuba (por causa do comunismo, ou não) e Cusco (por falta de tempo pra preparar a viagem). Santiago era a minha primeira opção, mas pensei por 3 minutos e cheguei a seguinte conclusão: Santiago é mais fácil de ir, Cartagena eu nem sabia que existia e parece ser legal (vi algumas fotos rapidamente).

Resumindo, antes do meio dia eu já tinha passagem de ida e volta para um lugar que eu não havia ouvido falar.

Cartagena de Las Índias

Fica ao norte da Colômbia,  no início do Mar do Caribe, cerca de 1:30 de voo da capital Bogotá. A minha rota ia ser longa: de Porto Alegre até Lima depois Bogotá e finalmente Cartagena. Foram umas 12 horas de deslocamento.

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Chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa.

Dia 1 (sexta)

Ao desembarcar em Cartagena por volta das 20:00 horário local (toda a Colômbia fica no fuso de -5:00)  eu já consegui sentir o calor e o mormaço da cidade, aquele bafo quente. O meu hotel era no bairro Ciudad Amurallada, o centro histórico da cidade. O táxi custo COP 10.000 (US$ 3,50) (gorjeta é opcional e algo entre 10% e  20%).IMG_1220

Na minha primeira volta procurando algo pra comer já me deparei com as belezas da cidade: colorida, iluminada, cheio de gente na rua, lojinhas de artesanato local, restaurantes de todas as especialidades, bares, cafés. sorveterias e vendedores ambulantes (isso não é tão legal, mas está cheio).

A noite de sexta é bastante movimentada, só perde para de sábado. Pude jantar tranquilamente e ainda dar uma pernada pelo bairro. Do nada, voltei ao ponto de partida o que achei meio estranho, já que não parecida ter ando em círculo.

Dia 2 (sábado)

Pela manhã acordei as 07:00 (no Brasil seriam 10:00), sai para tomar café da manhã e tinha poucos cafés abertos. A cidade funciona em uns horários meio estranho, o comércio abre as 10:00 (mercados e lojas) antes disso quase não existe vida nas ruas, tudo ferve pelas 20:00 e as 00:00 só as casas noturnas estão abertas.
NIMG_1294o final da manhã fui fazer um free walking pelas ruas nostálgicas. No site Free Tour Cartagena dá para ver toda a programação deles. O meu guia em espanhol (também tem guias em inglês) foi o Willian, ele contou todos os pontos importantes da história da cidade, desde a sua fundação em 1533 até os dados demográficos atuais. Simpático e atencioso, mesmo não entendendo muito de espanhol consegui entende-lo perfeitamente. O passeio dura cerca de 2 horas e se prepare com bastante água pois caminhamos bastante. Esses caras não ganham nada, de uma boa propina.

Sabe aquele mormaço que comentei?? Pois é, a temperatura média é de 35°C e umidade em 90% e estava pior por causa do El Niño. Outro fato importante é que a época das chuvas é entre agosto e novembro.

A tarde fui até o Castelo de San Felipe de Barajas, camainho do centro são cerca de 15 minutos. A entrada custou COP 17.000 (US$ 6,00) dá para contratar um guia ou pegar aqueles rádios com o áudio gravado (se não me engano custava COP 20.000). O Castelo é uma grande fortaleza militar o passei dura no máximo 2 horas. Eu fiquei ouvido algumas explicações de um guia em inglês então soube um pouco da história.IMG_1452-Pano

Um dos points do bairro é o Café de Mar, ele abre as 17:00 e fica bem de frente para onde o sol se põe. É top!!!! Rola música boa, mas ali é só o esquenta, e se prepare o lugar custa caro (não exorbitante mas você está pagando pela vista).

A noite é excelente para caminhar, se quiser um passeio mais romântico existe a possibilidade de ir de charrete. Nela cabem até 6 pessoas e o condutor vai contando sobre os prédios durante o percurso. Era um passeio muito romântico para um só pessoa (forever alone), tem passeio de 20 minutos (o valor era COP 40.000) e 40 minutos.

Outro ponto da noite é o Club Colombia bem no portão das cidades. Lá em uma bar/boate, mas fica uma muvuca na rua, com as pessoas bebendo e se divertindo. A festa rola até altas horas, assim como a fila pra entrar. As pessoas da fila estavam arrumadas até de mais, algumas vezes pensei que era até um casamento.

Dia 3 (domingo)

IMG_1533Pela minha pesquisa inicial da cidade tinha bastante coisas para fazer entre elas ir a Islas del Rosario, um arquipélago a alguns minutos de barco. O valor dos passeios varia bastante de acordo com a ilha, de COP 115.000 (US$ 37) o mais barato até COP 160.000 (US$ 52,00), o passeio incluía transporte até a ilha pela parte da manhã, mais almoço e buffet de frutas e, obviamente, o retorno no meio da tarde. Existem várias operadoras na cidade que fazem o passeio e não tem muita variação nos preços entre elas. No último dia descobri que dá para ir até as ilhas com um barco menos turístico, contrato diretamente no pier.

Outro passeio que tinha anotado era ir até Isla de Tierra Bomba onde dava pra fazer trekking mas não descobri como chegar nem valores. Li sobre algumas pessoas falando sobre o Volcan de Lodo El Totumo, lá é possível tomar banho de lama, mas isso não me chamou nem um pouco a atenção.

Sabe aquela sensação de “já vi tudo”? Pois é, ao acordar no domingo eu já estava com essa sensação. No free walking de sábado conheci uma carioca “suuuuuper gente boa” (palavras dela) que estava indo para Isla de San Andrés. Pesquise um pouco e me encantei com o lugar, la é quase um paraíso tropical no meio do Caribe. Naquele dia mesmo comprei passagem para o dia seguinte (post sobre Isla de San Andrés).

IMG_20151115_103353No restante da manhã fui explorar a cidade de outro ponto de vista, aluguei uma bicicleta. Existem vários pontos pela cidade, dá para alugar: bicicleta simples, bicicleta para duas pessoas, roller, scooter e quase qualquer coisa sobre 2 rodas. Os valores variam bastante, tem que pechinchar. Fiz um belo passeio pelas ruazinhas estreitas e sem carros (o transito é pouco e várias ruas ficam fechadas). Já estava com saudades de pedalar.

Durante a tarde dei outra caminhada e sentei para relaxar em alguns cafés e sorveterias. Mas para fechar a noite, voltei ao Cafe Del Mar. Não teve um belo pôr-do-sol, mas a vibe estava ótima.

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Dia 4 (segunda)

IMG_1865Para aproveitar o tempo, meu voo pra San Andrés era no final da tarde, aluguei outra bike e fui até Bocagrande, um bairro onde tem uma grande faixa de areia, praia e muitos hotéis. Infelizmente não pude aproveitar muito, repentinamente caiu um temporal tropical. Após mais de 1 hora chovendo sem parar decidi enfrentar a inundação e voltar para o hotel. Tanto Bocagrande quando o Centro estavam em baixo dágua, muita lojas fechadas por causa que a água tomou conta.

Como a chuva acalmou, pode dar uma última volta pela cidade. Ela é linda, nostálgica, romântica, agradável e vale muito a pena ser conhecida. Mas ela não tem tantos atrativos para mais de 2 noites.

Dia 8 (sexta)

De volta a cidade em plena noite sexta (o mesmo dia da chegada), fui direto nos lugares interessantes. Utilizei o tempo para tirar algumas fotos noturnas e relaxar.

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Dia 9 (sábado)

Dia de compras antes de ir embora. Todas as lojas são meio turísticas, mas alguns itens precisam ser compras:

  • Chapéu de palha: ir a Cartagena e não comprar um chapéu e como se não tivesse ido. Os ambulantes chegam a colocar um na sua cabeça;
  • Souvenir: as mesmas lembranças estão espalhadas por toda a cidade, tem de tupo que coisa e todos os preços pechinche bastante;
  • Café: a Colômbia produz um dos melhores café do mundo, tem uma rede de cafeterias chamada “Juan Valdez”, o pó pode ser comprado até em supermercados;
  • Charutos: mesmo nunca tendo fumado me pareceu uma boa ideia comprar alguns para experimentar;
  • Run: uma bebida típica da cidade, tem varias opções para todos os bolsos.

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Resultado da viagem

Como já comentei a cidade é de mais, charmosa e antiga. Mas a menos que você fique indo e vindo das Islas del Rosario (somente 1 ou 2 tem pousadas) a cidade tem atrativos para 2 noites. Eu passei 3 noites e diversas vezes estive nos mesmos lugares.

Se quiser ver minhas fotos, pode acessa-las no Facebook ou Flickr. Também gravei alguns vídeos do projeto Good Vibes.